E quando delegamos tarefas? Se fizerem como eu, dão a tarefa a quem de direito e pensam, "Pronto, está entregue, em breve a tarefa estará realizada!"
É que a partir daí, coloco essa tarefa completamente fora da minha mente! Não penso mais no assunto! Para mim, essa é a principal razão para delegar. Se eu vou delegar uma tarefa e tenho que passar noites em branco a pensar se está em vias de ser realizada...se já foi realizada...se algum dia será realizada, então vale mais fazê-la eu próprio. Não. Eu quero dar a minha inteira confiança às pessoas que colaboram comigo! Logo, está delegada...está realizada...para mim e para todos os efeitos está esquecida, ponto final!
Passado umas semanas, lá vem aquela tal tarefa à mente, como um marinheiro que julgávamos ter perdido em mar alto que, subitamente aparece na praia...exausto de tanto lutar contra as ondas e marés. Pergunto à pessoa em quem confiei piamente...respiração presa...muitas vezes a resposta é afirmativa! Suspiro de alívio e sorrisos para todos e palmadinhas nas costas.
Contudo, de vez em quando...vem a triste resposta, "Eina..." Suspiro de resignação e os pensamentos fogem quase imediatamente para o que se faz agora? Qual é o remédio? Dá para remediar? Respostas? Soluções? Arregaçar as mangas e toca a encontrar as respostas e soluções.
O pequeno desapontamento é partilhado...se por um lado falhou quem foi delegado, também falhou quem delegou, por não se ter mantido atento. Tenho que pensar assim, assumir a minha parte da culpa e grande parte da culpa do colega, não fosse eu líder da equipa.
O que fazer? Pensar constantemente e mecanismos simples e práticos para não deixar escapara as tarefas delegadas até estarem terminadas. Post-its - tecnologia do século passado. Hoje há apps desde os "google docs" a apps mais sofisticados e especializados para equipas trabalharem e manterem-se dentro do "loop". Um bom exemplo da tecnologia a serviço do ser humano...há que confiar...mas talvez não esquecer!

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