terça-feira, 15 de outubro de 2013

Corre, corre, dorme, corre

Há dias que são assim: uma corrida frenética para chegar a horas à consulta, só para ter que esperar um tempo interminável para ser consultado.

Acaba a consulta, olha-se o relógio - Eina! Tá na hora. Corre-se para o trabalho!!! Limites de velocidade, para quê?! Malvadas passadeiras!!! Malvados peões!!! É pá a rotunda tá livre, estás à espera de quê, pá?!

Chega-se ao trabalho e leva-se com aquele olhar dos colegas...eles sabem...e eu também...Vá lá, 10 minutinhos...nem foi minha culpa...Ninguém diz nada, fica apenas o saber e o saber do saber a pairar no ar.

Sentamos à secretária e esperamos clientes...nem um único...toda a manhã! Andei eu a correr para isto! Relógio. Horas! E agora cortaram na hora do almoço! Toca a andar! A corrida começa de novo!


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Delegar tarefas

E quando delegamos tarefas? Se fizerem como eu, dão a tarefa a quem de direito e pensam, "Pronto, está entregue, em breve a tarefa estará realizada!" 

É que a partir daí, coloco essa tarefa completamente fora da minha mente! Não penso mais no assunto! Para mim, essa é a principal razão para delegar. Se eu vou delegar uma tarefa e tenho que passar noites em branco a pensar se está em vias de ser realizada...se já foi realizada...se algum dia será realizada, então vale mais fazê-la eu próprio. Não. Eu quero dar a minha inteira confiança às pessoas que colaboram comigo! Logo, está delegada...está realizada...para mim e para todos os efeitos está esquecida, ponto final!

Passado umas semanas, lá vem aquela tal tarefa à mente, como um marinheiro que julgávamos ter perdido em mar alto que, subitamente aparece na praia...exausto de tanto lutar contra as ondas e marés. Pergunto à pessoa em quem confiei piamente...respiração presa...muitas vezes a resposta é afirmativa! Suspiro de alívio e sorrisos para todos e palmadinhas nas costas.

Contudo, de vez em quando...vem a triste resposta, "Eina..." Suspiro de resignação e os pensamentos fogem quase imediatamente para o que se faz agora? Qual é o remédio? Dá para remediar? Respostas? Soluções? Arregaçar as mangas e toca a encontrar as respostas e soluções.

O pequeno desapontamento é partilhado...se por um lado falhou quem foi delegado, também falhou quem delegou, por não se ter mantido atento. Tenho que pensar assim, assumir a minha parte da culpa e grande parte da culpa do colega, não fosse eu líder da equipa.

O que fazer? Pensar constantemente e mecanismos simples e práticos para não deixar escapara as tarefas delegadas até estarem terminadas. Post-its - tecnologia do século passado. Hoje há apps desde os "google docs" a apps mais sofisticados e especializados para equipas trabalharem e manterem-se dentro do "loop". Um bom exemplo da tecnologia a serviço do ser humano...há que confiar...mas talvez não esquecer!

domingo, 13 de outubro de 2013

O Fim-de-Semana

Em Portugal os dias de semana, isto é, de segunda a sexta-feira, são chamados dias úteis. Pois, eu até entendo a ideia, contudo, sejamos honestos...os dias verdadeiramente "úteis", para nós próprios, são o fim-de-semana. 

O fim-de-semana constitui dias lindos...belos...fantásticos, independentemente das condições climatéricas! São dias em que podemos fazer o que queremos...certo, mais ou menos e naturalmente dentro dos limites ditados pelas nossas circunstâncias e contexto. Porém, temos consideravelmente mais controlo sobre as nossas actividades do que durante a semana.

E aqueles que têm que "trabalhar" ao fim-de-semana, ou seja, exercer as suas actividades profissionais? Mesmo assim é diferente...falando apenas por mim, naturalmente. Talvez seja pelo facto do fim-de-semana ser de uma duração mais curta do que o resto da semana ou por sentir que uma vez que acabo aquele exercício profissional, o resto do tempo é meu. 

Também posso me considerar com sorte, por um lado gosto muito da minha profissão e é bastante raro ter que a exercer no fim-de-semana. Quando trabalho ao sábado é principalmente de manhã, enquanto durante a semana é mais ao final do dia e à noite. Tudo isto entra na equação...

Creio que a razão que o fim-de-semana é tão maravilhoso tem muito a ver com aquilo que referi ao dizer que "o resto do tempo é meu". Ter posse do meu próprio tempo é um elemento chave da liberdade pessoal e ser livre é O elemento chave da vida. Estar vivo e não ser livre é estar vivo no sentido físico e nada mais...isto é, não estar vivo no sentido mais profundo! 

Daí, e se considerarmos bem, o fim-de-semana são os dias verdadeiramente úteis!


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Há pessoas assim...

Há pessoas que de repente passam-se das estribeiras! Não me entendam mal, muitas vezes há bons motivos para se passar das estribeiras, e óptimos motivos para se passar das estribeiras de repente--não é nada disso que me refiro.

As pessoas a quem me estou a referir são pessoas que passam-se por tudo e por nada. Têm o lema: reagir primeiro, pensar depois e pedir desculpa em seguida. Todos conhecemos pessoas que tanto explodem por 5 como por 5000!

De onde virá essa ira e frustração? Eu não sei ao certo mas tenho a ideia que talvez sejam pessoas que gostariam de controlar mais os seus ambientes e aqueles que os rodeiam. Contudo, não conseguem ver que nem se conseguem controlar a si próprios!

Na natação aprendi que para andar mais depressa tenho que me mexer com mais calma. Nesta área arriscava a dizer que para controlar mais o meio ambiente, seria bom tentar controlar menos...e tal como na natação, acima de tudo...manter a calma...


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dia longo...

Hoje foi um dia longo!
As horas foram breves mas pesadas.
Decisões foram tomadas.
Documentos assinados.
Conversas conversadas.

Mas o dia está quase terminado, faltava o blogue ser blogado...
Em breve estarei deitado, a sonhar o que há-de ser sonhado.
Amanhã será outro fardo, siga a música, toca o fado!


Rotundas...

Falando do contexto automóvel, e as rotundas? Aquele condutor que chega à rotunda e apesar de não vir ninguém, para ali e fica à espera de nada. Depois, quando um carro se aproxima da rotunda por outra entrada, o tipo à nossa frente decide-se e entra na rotunda lentamente o suficiente para que tenhamos que ficar à espera do carro que acabou de entrar do outro lado e uma fila enorme que entretanto entrou na rotunda.

E aquela pessoa que contorna a rotunda na faixa de fora sem fazer qualquer tipo de sinalização e depois ainda por cima buzina!

Esta coisa dos carros é um desabafo superficial, eu sei, mas considerando o tempo da nossa vida que passamos dentro do carro a passar para trás e para a frente, acaba por por os nervos naquele ponto de explodir...quase...há que ter calma, há que ter calma. Mas, sejamos sinceros, as rotundas são uma fonte inesgotável de frustração!

Aaaargh!!!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Alguma vez teve um daqueles dias? Não que tenha corrido muito mal...tanto que até poderia ter corrido MUITO pior...maaas, passou-se algo que lhe ficou atravessado na garganta ou que lhe tenha aborrecido ou que tenha mexido com o as emoções de qualquer forma e que sente necessidade de desabafar.

Daí nasce este blogue, um espaço para poder desabafar com o mundo e contar-nos a sua história. Nós procuraremos dar-lhe algum consolo, rir-nos consigo, lamentarmos consigo ou contar-lhe alguma coisa que passou connosco, de forma que não se sinta só...porque estas coisas passam-se com cada um de nós. Soframos juntos....


E para por a bola a andar conto o que se passou comigo hoje.

Estacionei o carro num lugar pago e não paguei o bilhete. Em princípio era só para o descarregar rapidamente e mudá-lo de sítio. Mas depois de estar no escritório, olhei para o carro...estava tão bem ali e ainda por cima à sombra! Não tinha moedas no bolso e mesmo que tivesse...o Sr. Polícia não há-de passar...

A manhã foi passando quando de repente avistei o Sr. Agente...pedi à colega para ver se foi para mim. Ela vai à porta discretamente e acena-me que sim...

Desato a correr!

--Olhe foi só para descarregar, depois pus-me na conversa...

--Mas o Sr. Condutor está a brincar comigo? (Em tom autoritário e irado) Eu sei há quanto tempo está aqui este carro ou pensa que é a primeira vez que passo aqui hoje. (O tempo todo a escrever lentamente naquele caderninho...)

Murmurei qualquer coisa mas parece que o irritei ainda mais.

Finalmente, engoli em seco e disse com a calma da resignação e reconhecimento do erro cometido:

--Eu estou lhe a pedir desculpa; o Sr. faça o que entender.

Atingido pela humildade do meu pedido, suponho eu e irritado com ele próprio por sucumbir ao meu pedido, rugiu:

--Que não volte a acontecer! Indignado, virou-se e foi-se embora.

E eu...oxalá que não volte a cair na tentação da preguiça e comodismo...

Nos comentários conte a SUA história!